Bicicletas em Laranjeiras

Única via de ligação entre o Largo do Machado e o Cosme Velho, a Rua das Laranjeiras, tem trânsito intenso. Mas um desses fluxos passa quase desapercebido. Ao longo da via, centenas de ciclistas que compartilham com o trânsito motorizado, um espaço estreito no viário. Para dar forma aos números e Transporte Ativo e os parceiros Amigos do Cosme Velho, Cidades em Transição, Convivência Verde e Site Bairro das Laranjeiras foram a campo.
Em 12 horas, em um único ponto da rua das Laranjeiras foram exatas 978 bicicletas um número que certamente tende a aumentar com a implantação de infraestrutura segura para a circulação de ciclistas e é isso que clamam todos os envolvidos na pesquisa. Afinal, mais bicicletas na rua implica em menos congestionamentos, mais espaço para a circulação do transporte público e um trânsito mais seguro para todos, principalmente os pedestres. A presença de mais bicicletas ao mesmo tempo que permite mais fluidez, reduz a velocidade do trânsito motorizado.

Os dados completos estão disponíveis no relatório que pode ser baixado aqui. Cópias já foram enviadas as autoridades e com base nos números, iremos pressionar para que o ciclista tenha mais incentivos a pedalar pelas ruas de Laranjeiras.
Bicicletas Públicas em Barcelona Salvam 12 Vidas Por Ano

O sistema de bicicletas públicas de Barcelona, o “Bicing”, salva 12 vidas por ano e economiza 9.000 toneladas de CO2 (gás de efeito estufa), segundo um estudo do “Centro de Investigación en Epidemiología Ambiental (CREAL) de Barcelona”.
“É evidente que as políticas de transporte, que promovem a atividade física, são um bom meio para melhorar a saúde da população e reduzir os gastos em saúde pública”, declara Dr. David Rojas-Rueda, pesquisador do CREAL e principal autor deste estudo.
Os resultados, publicados no British Medical Journal, se baseiam num estudo de impacto na saúde do Bicing, o sistema de bicicletas públicas de Barcelona, que hoje conta com umas 6000 bicicletas, 420 estações e 120.000 usuários.
De fato, estes serviços são cada vez mais populares na Europa, e mais de 70 cidades já contam com ele (Entre elas: Berlim, Londres, Oslo, Paris e Servilha). O maior sistema, na Europa, é o de Paris, que conta com 20.000 bicicletas e mais de 1.200 estações.
Se essa rua fosse minha…
... eu pedalava nela tranquilamente em qualquer dia e a qualquer hora.

As cidades precisam se humanizar, tornar os espaços públicos realmente públicos, no sentido de pertencimento à coletividade. Quando sentirmos que a rua é nossa de maneira igualitária vamos avançar rumo ao status de nação civilizada. Pois estaremos em nossa cidade como pai e filho da foto: tranquilos, felizes e seguros.
Isso não significa retirar carros das ruas, mas integrar as pessoas em torno da idéia do compartilhamento, sem importar se estamos pedalando, caminhando ou dirigindo.
A rua é de todos. Compartilhe os espaços e descubra quão maravilhosa sua cidade pode ser.
Leia mais sobre o assunto:
Feliz da Vida
Crianças à solta

Foto: Katherine Rooney/Sustrans ©Sustrans
O enorme aumento na velocidade e volume do tráfego motorizado tem aprisionado as crianças dentro de casa ou em carros para serem levados de um lugar a outro. Para os pais, o perigo do tráfego é uma preocupação duas vezes maior do que o "medo de estranhos".
Sete em cada dez adultos de hoje tiveram suas aventuras ao ar livre em ambientes naturais. Apenas 29% das crianças de hoje têm uma experiência semelhante e muitas delas brincam em áreas delimitadas.
Na hora do rush da manhã, um em cada cinco carros nas ruas estão levando crianças para a escola em trechos de 3 kms, em média. Apenas 7% desses motoristas estão dando carona aos filhos no caminho ao trabalho - a esmagadora maioria dos carros vai à escola e volta direto para casa.
A redução na mobilidade das crianças tem sido associada a maiores taxas de obesidade, autoconfiança diminuída e resiliência emocional enfraquecida.
As crianças gostam de brincar. Além de ser divertido, é vital para o seu desenvolvimento físico, social e emocional. Brincar é tão importante que é um direito humano ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
Jogos ativos ao ar livre - correr, saltar, escalar, perseguir - são uma das melhores maneiras das crianças permanecerem fisicamente ativas porque é divertido e eles esquecem que na verdade estão se exercitando!
Pensando nisto, a Sustrans lançou o programa Free Range Kids.
Maior entidade britância de incentivo ao transporte sustentável, a Sustrans foi a primeira a lançar as rotas seguras para a escola. Agora, aposta em algo maior, acredita que é hora de mudar não só o modo como se vai à escola, mas o atual estilo de vida das crianças.
Nós da TA também acreditamos que toda criança merece viver à solta para ter mais saúde, felicidade e bem-estar. Por isto, conseguimos autorização da Sustrans e estamos lançando, com exclusividade, o folheto Crianças ao ar livre. Trata-se de uma compilação dos princípios do programa Free Range Kids, com fatos e dados numéricos.
Esperamos que seja mais uma contribuição nossa para recolocar o direito à liberdade no coração das crianças.
Baixe o folheto aqui
* Veja mais:
Crianças em movimento
6 jogos de bicicleta
Transporte Ativo nas escolas
Bicibus: de bicicleta para a escola
Use a cabeça, use o coração, use a bicicleta
VI Desafio Intermodal Carioca
Pelo sexto ano consecutivo, foi realizado o Desafio Intermodal Carioca. Como sempre surpresas, nesta edição as ruas do Rio de Janeiro estavam praticamente vazias, fluiam tranquilamente, no transporte público todos viajaram sentados e sem filas para compra de bilhetes, enquanto um vento forte soprava na direção contrária ao deslocamento dos que geravam sua própria força motriz, bicicletas, patins e pedestres.
Na chegada a carona programada, uma modalidade estreante, surpreendeu chegando em primeiro, seguido imediatamente pela integração Metrô + Bicicleta e pela moto. Mas como sempre, na hora da avalição dos outros dados, como emissão de poluentes, consumo de energia, despesas, as bicicletas novamente pularam pro topo da lista, mesmo sem terem sido considerados ocupação de espaço e emissão de ruídos.
A bicicleta mais uma vez confirma sua eficiência como meio de transporte urbano.
Confira o álbum de fotos e o relatório completo.
Ciclistas no Corte Cantagalo

Três anos após a primeira contagem de ciclistas no Corte Cantagalo, em Copacabana, em 2008, a Transporte Ativo voltou ao local para fazer nova contagem e checar o que mudou. As mudanças foram poucas, mas para um local sem infraestrutura para o ciclista e em ladeira os números permanecem surpreendentes. Confira os resultados da II Contagem de Ciclistas no Corte Cantagalo aqui.

O levantamento de dados sobre o uso da bicicleta em sua cidade é sempre um fator de grande importancia para o convencimento de autoridades de trânsito de que algo precisa ser feito em relação à circulação segura de bicicletas nas cidades. Para realizar uma contagem em sua cidade, entre em contato ou leia o manual de contagens fotograficas de bicicletas elaborado pela Transporte Ativo.
A economia da bicicleta

A expansão do setor de bicicletas na economia britânica ganhou as manchetes esta semana com um relatório de 24 páginas da London School of Economics que colocou a bicicleta no centro das atenções. Martti Tulenheimo, da Federação Europeia de Ciclistas comenta a notícia.
Os benefícios econômicos da bicicleta, dos quais temos falado já algum tempo, finalmente chegou às manchetes. O guru da indústria de bicicletas, Carlton Reid, da Bike Biz, divulgou que o setor de bicicletas em Londres está vivendo um boom econômico, assim como noticiou a BBC, The Guardian, Bike Europe e uma série de outras agências de notícias. David Suzuki também foi no mesmo barco com um artigo sobre como as bicicletas geram benefícios econômicos.
Como defensores da bicicleta, estamos falando de uma “economia da bicicleta” há algum tempo. Para mim, o achado mais valioso deste estudo recente é ter identificado como andar de bicicleta ajuda a economia, pela poupança que faz, especialmente num momento em que a UE está gritando por medidas de austeridade. O relatório aponta para essa poupança muito claramente ao afirmar que ciclistas proporcionam uma poupança de £2 bilhões ao reduzirem os dias presumidos de licença médica na próxima década.
Talvez eu esteja afirmando o óbvio, mas deixe-me dizer novamente: andar de bicicleta = tempo e dinheiro economizados; ao passo que uma cultura dominada pelo automóvel = enorme desperdício de dinheiro e tempo jogados fora nos congestionamentos. Os custos de saúde devido a um estilo de vida sedentário e a construção de infraestruturas rodoviárias são extremamente caros para as sociedades.
Escrevendo sobre o assunto, Bikeradar disse muito ponderadamente que: "Um aumento de somente 20 por cento nos níveis atuais de uso da bicicleta até 2015 poderia salvar 207 milhões de libras com redução de congestionamentos e 71 milhões de libras diminuindo a poluição. Afirma-se também que há um potencial econômico inexplorado, de cerca de 516 milhões de libras, de pessoas esperando para começar a pedalar, com barreiras que precisam ser quebradas, como segurança das ruas e autoconfiança. É essencial agora que a indústria ponha foco na conversão de muitos ciclistas ocasionais, inativos ou de lazer em usuários regulares e frequentes da bicicleta como meio de transporte."
Assim, investir em infraestrutura para bicicletas com certeza traz benefícios rentáveis. De fato, a economia da bicicleta é um fenômeno que a Holanda já tem explorado em benefício próprio há anos. De acordo com um relatório recente, € 100 milhões serão investidos em vias para bicicletas, o que levará a futuros lucros anuais de pelo menos € 144 milhões em redução no tempo de deslocamento, melhor saúde e benefícios ambientais. Em outras palavras, os holandeses sabem que estão sentados em uma mina de ouro. O Reino Unido está começando a acordar para este fato. E quanto ao resto do mundo?
Chega de conversa. É hora de você fazer sua lição de casa, e navegar pela lista de estudos sobre os benefícios econômicos da bicicleta, cuidadosamente reunidos por Bike Portland.
Texto traduzido do original publicado pela ECF.
Bicicletários e equipamentos culturais
Quem pedala também gosta de cultura e usa a bicicleta como meio de transporte para ir até equipamentos de lazer. Atender ao ciclista e recebe-lo já está inclusive previsto na legislação municipal. A lei 14.266/2007 diz que:
Art. 8º Os terminais e estações de transferência do SITP, os edifícios
públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios,
parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir
locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos
como parte da infra-estrutura de apoio a esse modal de transporte.
Mas lei no papel é letra morta e vale sempre à pena ir verificar como o ciclista é recebido. Foi esse o propósito do vídeo que tem Aline Cavalcante (@pedaline) como protagonista.
Mover-se, aprender e comer
Um pouco de inspiração para começar a semana. Em um tradução livre das palavras dos autores do vídeo:
Três amigos vivenciaram diversas partes do mundo, foram 44 dias, 11 países, 18 vôos, mais de 60 mil quilometros, um vulcão em erupção, 2 cameras e quase um terabyte de imagens. Tudo girou ao redor de três conceitos: movimento, aprendizado e comida.
As milhões de visualizações dos vídeos comprovam o sucesso da jornada. A trilogia é composta dos vídeos MOVE, LEARN e EAT, peças publicitárias feitas por encomenda para um site de passagens promocionais australiano.
O gigante chinês
Para resolver os problemas de mobilidade nas grandes cidades do mundo, é preciso oferecer opções cômodas, rápidas e seguras. Um exemplo chinês ajuda a visualizar como um bom projeto em prol da bicicleta rende frutos para melhorar a mobilidade de uma cidade inteira.
O sistema de bicicleta públicas de Hangzhou, uma cidade no sudeste da China, já começou grande: tinha 2.800 bicicletas e 61 estações. O serviço foi lançado em maio de 2008 para uma população de cerca de sete milhões de pessoas.
Hoje, passados três anos, Hangzhou tem o sistema de bicicletas públicas que mais cresceu em todo o mundo: 2.050 estações e 51.500 bicicletas, que são utilizadas diariamente por 240 mil cidadãos, com picos de 320 mil viagens por dia.
O sucesso está no fato de que há uma verdadeira integração entre o sistema de bicicletas e a rede de transportes públicos. Após usar a bicicleta, o usuário tem até 90 minutos para pegar um ônibus, dentro da mesma tarifa. As estações de bicicletas estão a pouca distância entre elas – 200 a 300 metros, no centro da cidade – e a primeira hora de utilização é gratuita. Estes são outros dois fatores que fazem de Hangzhou um caso de estudo de sucesso global.
O sistema de bicicletas públicas obteve a maior taxa de satisfação entre todos os projetos desenvolvidos na cidade. Os cidadãos afirmam que, com o crescente tráfego e congestionamentos, as bicicletas tornam as viagens mais rápidas e convenientes.
Para melhorar a mobilidade na cidade chinesa, a previsão é que sejam 175 mil bicicletas públicas até 2020.
Confira no vídeo (em inglês):
The Biggest, Baddest Bike-Share in the World: Hangzhou China from Streetfilms on Vimeo.





