Superpoderes Ciclísticos: Pontualidade
Ciclista em São Paulo - Foto Danilo Siqueira
Os motivos para adotar a bicicleta como meio de transporte são os mais variados, no entanto um deles merece enorme destaque, a pontualidade. Mas esse conceito pode parecer um pouco misterioso para quem ainda não pedala.
A lógica no entanto é muito simples: um ciclista na cidade viaja a uma velocidade média de aproximadamente 15 km/h. Mais do que um dado científico, trata-se acima de tudo de uma comprovação empírica vivida por qualquer ciclista urbano no seu dia a dia.
A experiência cotidiana ensina de maneira definitiva que se um lugar está a 5 quilômetros de distância o ciclista vai precisar de 20 minutos para completar o trajeto sem pressa. Um semáforo fechado a mais ou a menos, a chuva ou o calor, tudo isso interfere pouco. As variações vão sempre cair dentro de uma margem de erro razoável.
O domínio quase que absoluto sobre as variáveis distância e tempo acabam por tornar o ciclista um ser humano capaz de ser mais pontual que a média dos habitantes da cidade. Com as facilidades trazidas pelos mapas disponíveis na internet um ciclista precisa apenas definir uma rota para saber a distância e depois fazer um cálculo matemático simples para aferir o tempo necessário para o deslocamento pretendido.
Com ou sem congestionamentos motorizados, durante as horas de pico, ou no meio da madrugada quem pedala vai sempre saber quanto tempo demora para ir do ponto A ao ponto B dentro da sua cidade. Com os problemas enfrentados rotineiramente por quem depende dos motores para se locomover na cidade, o ciclista urbano torna-se um pouco uma figura mítica. É capaz de prever quanto tempo irá demorar para se deslocar até mesmo na ultracongestionada São Paulo.

13 de Maio de 2009 @ 00:55
Verdade. Agora que estou cumprindo um trajeto fixo tenho percebido isso. Fui umas seis vezes para o trabalho e o tempo variou de 15 (2x) a 20 (1x) minutos. Isso porque ainda estou na fase de pegar o ritmo. Acredito que, daqui a mais um pouquinho, ficarei nos 15, com uma variação de 1 ou 2 minutos.
13 de Maio de 2009 @ 01:24
Há 2 meses que tenho feito a maioria dos meus trajetos de bicicleta mas nunca tinha me dado conta disso. Hoje por motivos maiores tive que usar o metrô. Minha previsão do tempo do percurso falhou. Essas paradas inesperadas entre uma estação e outra matam.
13 de Maio de 2009 @ 01:26
Ontem tive que usar ônibus. Não preciso nem falar né?
2 de Junho de 2009 @ 13:00
Isso não podia ser mais verdade. E é algo que passa despercebido…
Muito bom esse artigo. Vou disseminá-lo aqui em Curitiba no nosso blog.
2 de Junho de 2009 @ 17:19
Pontual e, em muitos casos, absurdamente rápido.
O mais legal ainda é poder sair a qualquer hora, para fazer qualquer trajeto, sem sequer parar pra pensar se o horário é “inadequado” por conta dos engarrafamentos.
E quando se ouve alguém prestes a sair de carro lamentando a esse respeito, dar uma risadinha… não tem preço.
17 de Junho de 2009 @ 23:24
[…] O texto acima foi retirado do Blog Transporte Ativo. O Transporte Ativo é uma ONG com sede no Rio de Janeiro que tem mostrado pouco a pouco que outro mundo é possível. […]
18 de Junho de 2009 @ 15:13
Sou ciclista urbano há oito anos.
Toda vez que eu escuto alguém reclamando de ter que andar de ônibus, eu lembro da bicicleta. Só pra ouvir a mesma resposta: “Mas eu tenho preguiiiiiça”.
Preguiça tenho eu, de ficar mofando num ponto de ônibus, ou andar numa lata velha, cheia de gente.
7 de Dezembro de 2009 @ 14:40
[…] Foi quando passei a pedalar para os lugares e, veja só, usufruir tanto da velocidade (numa escala humana) quanto da cidade. Foi o casamento perfeito, ainda mais porque um dos superpoderes ciclísticos é a pontualidade. Mas, depois de uns meses, vendo que todo mundo usava uma espécie de velocímetro na bike, chamado ciclocomputador, instalei também na minha magrela. […]