Blog da Transporte Ativo
27ago/0810

Bicicleta, doce bicicleta

bolo bicicleta

foto: ktrammell

A primeira lembrança que guardo de uma bicicleta, eu estava indo para a escola na garupa da Monareta verde do meu irmão mais velho. Mais de três dezenas de anos já se passaram, e a bicicleta esteve comigo sempre, na liberdade de ir e vir em Brasília, numa Peugeot 3 marchas que me roubaram, na descida de barranco para cair nas areias do rio Gorutuba, nas tardes na casa da minha avó comendo goiaba no pé.

Minha vó Bela, que morreu de complicações da diabetes. Minha mãe que toma insulina. Está no sangue da família. Sempre soubemos disto, o gene adormecido no sangue para saber quem seria o próximo da lista. Até que numa consulta preventiva dois anos atrás, mesmo tendo os níveis normais de glicemia basal, a Dra. Alessandra Venosa desconfiou de alguma disfunção metabólica. Fiz um exame específico chamado curva glicêmica e o resultado desvelou o gene escondido: tenho intolerância à glicose, um estágio prévio da diabetes.

Mudei hábitos alimentares, o que foi um teste de força e disciplina para quem é fascinado com doces, chocolate e rapadura... Tornei-me paciente da Dra. Noemia Barra, especialista no assunto, que nesta semana me passou definitivamente um remédio ativador do pâncreas. E o que isto tudo tem a ver com bicicleta??

As duas médicas também diagnosticaram, em tom de elogio: se não fosse sua bicicleta, você já seria diabético.
Diabetes World Day

Como poderia imaginar que, naquela garupa da Monareta verde, 40 anos atrás, estava indo por um caminho onde, a cada dia, a bicicleta salva minha vida?