Blog da Transporte Ativo
15abr/072

Diversidade em Três Rodas

Triciclos à propulsão humana podem ter diversos usos. Transporte, carga e passageiros. Todas formas não-poluentes e eficientes que pela simplicidade são bastante utilizadas ao redor do mundo.

Triciclo de carga carioca

bakfiets holandes

Triciclo Holandês

Veículo de carga e de longas distâncias para cadeirantes nas Filipinas.

Transporte de passageiros em um filmete peruano.

Por fim um videoclipe ilustra um uso fundamental para as três rodas. Servem para despertar nas crianças o prazer de pedalar.

14abr/070

Nas Ondas do Rádio


Maravilhosa cidade com bicicleta
Foto de Alexandre Zulu

Ao contrário do resto do mundo, os brasileiros ainda resistem a usar a bicicleta como meio de transporte. Sob esse título, foi ao ar nesse sábado pela Rede CBN de rádio um bate-papo sobre a mobilidade por bicicleta na coluna Mundo Sustentável, apresentada por André Trigueiro.

Durante a conversa ao vivo, o apresentador aproveitou para convidar os ouvintes a participar do Seminário Nacional Bicicleta e a Mobilidade Urbana no Brasil promovido pela ANTP. Durante aproximadamente 15 minutos, foram abordadas uma série de questões em relação a realidade da mobilidade urbana por bicicleta ao redor do mundo.

A conclusão final é que pedalar na cidade é sem sombra de dúvida, entrar em contato com o meio ambiente que habitamos. Um ato simples e prazeroso individualmente é capaz ao mesmo tempo de mostras benesses e mazelas da cidade em que vivemos. Além de nos apontar qual cidade queremos viver, certamente com mais bicicletas.

  • Mais
  • > Ouça na íntegra - Bicicleta no Mundo Sustentável.
    Site da Coluna
    > Informações sobre o Seminário da ANTP.

    11abr/074

    Manifesto Ciclista


    Massa Crítica de Budapeste - Foto de pohly.

    Manifesto Ciclista na íntegra

    texto: Fabio Veronesi

    A pessoa que passa andando na rua de bicicleta é alguém que está fazendo bem ao mundo e a si mesma. Com esforço próprio combate a poluição e o aquecimento global na prática, sem discursos panfletários, sem levantar bandeiras, sem querer impor nada a ninguém, ela está contribuindo para melhorar o ar que todos respiram hoje e o clima do planeta para as futuras gerações.

    (...) A bicicleta é uma invenção que utiliza esse movimento humano típico (...) a que chamamos “andar”, para gerar energia em um veículo de transporte. Andando de bicicleta o ser humano se torna o animal de maior rendimento e desempenho, atingindo índices inimagináveis para qualquer outra máquina ou estrutura biológica - gastamos somente 0,15 calorias por grama de peso por quilômetro percorrido, o que fazemos num tempo médio de 3 minutos. Um casamento perfeito entre biologia e tecnologia.

    (…)

    Os ciclistas que enfrentam hoje o trânsito das cidades são pioneiros abrindo o espaço para o futuro. Foi-se o tempo em que a rebeldia revolucionária era representada pela moto. Ciclismo é sinônimo de saúde e juventude, indiferentemente da idade. A melhor estratégia para essa luta é conseguir mostrar o quanto é bom andar de bicicleta. (...) A revolução ciclista é lúdica! A bicicleta é um brinquedo de criança que se transforma em prazer e opção de transporte para o adulto.

    (…)

    É importante destacar que a maioria das pessoas acha que o problema de segurança da bicicleta se resolve com a construção de ciclovias. Acontece, porém, que apesar de serem muito bem vindas (...s) por serem oásis de tranqüilidade, não são somente ciclovias que queremos! Porque toda ciclovia sempre acaba numa rua e, se não houver uma cultura de convivência pacífica entre bicicletas e veículos automotores, vai ser ali, na rua, que o acidente vai acontecer.

    (...) o termo “Massa Crítica” ou “Critical Mass” dá, hoje, nome ao movimento mundial que busca unir a força de todos os ciclistas na formação de uma grande massa crítica (...).
    O movimento de formação da Massa Crítica é, até que enfim, a esperança de um mundo melhor construído com ações diretas. (...) uma possibilidade real de revolução social se concretizando a cada revolução da roda de uma bicicleta. A opção possível de transformar a revolta contra o aquecimento global e a devastação consumista do nosso planeta em atitude, saúde e prazer.

    A bicicleta é, sem dúvida, o veículo do séc. XXI. Nós só estamos no começo dessa história.

    11abr/073

    Nasce um Novo Ciclista

    Um belo texto ilustra como foi a experiência de tornar-se um ciclista urbano. Abaixo alguns trechos. Confira a íntegra do "Nascimento de um ciclista".

    O bikely.com tem uma rota ciclística Laranjeiras-Tijuca.


    Foto e texto: Rafael Pereira

    (...)

    Tá. Aquele ditado que fala sobre quem sabe andar de bicicleta está certo. Não tem erro. Mas não se tratava apenas de ter aprendido a andar de bicicleta ou não. Era mais. Era desbravar o trânsito do Rio. De um terceiro ponto de vista. Vi de dentro do carro. Vi como pedestre (muito). Agora, uma nova fronteira precisava ser transpassada.

    No que imagino ter sido o primeiro quilômetro, fui na contramão. Sabia que existe uma lei para ciclistas, semelhante às leis de trânsito? O ciclista não pode andar pela calçada. Tem que andar apenas pela rua. Pelo corredor esquerdo – o contrário do dos ônibus – de preferência. Calçada é para os pedestres. E eu era pedestre há até pouquíssimo tempo. Uns minutos. Andar na calçada, e ao mesmo tempo na contramão, era uma infração gravíssima. Ainda bem que ninguém sabe disso. E eu fui bem devagar. Juro. Não atropelei nenhum velhinho.

    E foi por pouco tempo. Logo, já tinha ganhado o Largo do Machado, e estava na Praia do Flamengo. Com sua bela ciclovia de duas pistas. Foi bom eu ter ido por lá. Deu para testar minhas seis marchas – tudo funcionou perfeitamente – e os demais probleminhas que poderia ter minha nova amiga.

    O maior problema foi o banco.

    No começo do percurso, o banco mostrou-se muito baixo. E quase pude escutar meu amigo, especialista em bicicletas, dizer: “Sair da loja com a bicicleta desregulada é o mesmo que começar um relacionamento com o pé esquerdo”. Tá... não foi tão grave assim. Mas foi um contratempo.

    (...)

    Dali em diante, tive meu primeiro desafio real: Andar nas ruas engarrafadas da cidade pela mão que me cabia. A do trânsito. Da Lapa, fui em direção ao Estácio.

    No começo, tudo bem. A não ser por uns carros que param à esquerda, atrapalhando a nós, ciclistas.

    Não estava lá muito seguro, até encontrar à minha frente um colega de duas rodas. Era o moço dos Correios. Saca os caras dos Correios? Aqueles caras que levam os e-mails de papel nas nossas casas.

    Então. Ele deve fazer isso todos os dias. E eu fui atrás dele. O moço dos Correios, acredite, passeia pelas ruas. Não dá a mínima para nada. Nem os carros e caminhões parados à esquerda parecem incomodá-lo. Fiquei atrás dele um tempo, em baixa velocidade, só aprendendo o movimento das ruas, seus movimentos. Até que ele se foi. Acelerei e me senti o ciclista mais seguro do mundo. E ele nem tem idéia de o quanto me ajudou.

    Dali para a Tijuca foi um pulo.

    Aproveitei, antes de casa, para parar no supermercado. Um luxo, para mostrar que eu estava seguro. Parei a bicicleta, coloquei a tranca recém adquirida, comprei, tirei a tranca e fui para casa como um rei.

    Hoje eu virei um ciclista urbano.

    10abr/071

    Pedale Legal na Escola – Vídeo

    Está disponível para Download o vídeo do Pedale Legal na Escola. Em 20 minutos são mostradas as ações e a metodologia usada para sensibilizar estudantes da rede de escolas municipais do Rio de Janeiro.

    A campanha foi uma realização da Prefeitura do Rio de Janeiro através do Instituto Pereira Passos da Secretaria Municipal de Urbanismo. A iniciativa contou com o apoio da Transporte Ativo e suporte financeiro da União Européia por meio da rede URB-AL.

    Como cantaram em verso os estudantes:
    "Bicicleta é muito bom e faz bem pra você, bicicleta é muito bom e não é só pra lazer."

    A Media Player is required.

    Baixe o vídeo aqui.
    Mais informações sobre o Pedale Legal na Escola.

    9abr/073

    Planeta Amigo das Bicicletas



    Pedalando o céu

    Foto de Azchael.


    John Burke é presidente da Trek, grande fábrica norte-americana de bicicletas. Nada mais natural que seja do seu interesse a expansão do mercado em que atua. Há no entanto uma grande mudança em seu discurso que vem sendo repetida nas suas últimas apresentações.

    Nos últimos 20 anos a indústria de bicicletas vem investindo basicamente em desenvolvimento de produtos e marketing para o aumento das vendas. Essa prática não irá ser capaz de realizar a expansão do mercado de bicicletas nas próximas décadas, afirma Burke.

    Normalmente, para cada US$ 100 em vendas as companhias de bicicleta investem US$ 3,90 em marketing, USS$ 1,60 em desenvolvimento de produto e somente 10 centavos na promoção ao uso da bicicleta (ou em inglês, advocacy).



    Em um mundo com bicicletas

    Foto de hinius.


    O sucesso dos fabricantes ao redor do mundo no futuro depende que a indústria comece a repensar a maneira que aloca seus recursos. Existe a necessidade de buscar alternativas as formas tradicionais de investimento.

    A bicicleta é o produto perfeito no momento ideal. Ela já está pronta para ajudar a solucionar diversos problemas urgentes da humanidade:

    - Agravamento do Efeito Estufa;
    - Poluição;
    - Obesidade;
    - Trânsito Congestionado.

    No futuro, existirão cada vez mais megacidades, já que a tendência de urbanização e a migração do campo continua. Além disso, as emissões veículos contribuem com 60 a 70% da poluição urbana e 50% das viagens em automóveis particulares nas cidades são menores do que 3,5km.

    Os problemas urbanos, de saúde e ambientais não serão solucionados por nenhuma quantia de dinheiro, nem mesmo nos países ricos. Não haverá uma nova pílula contra a obesidade, mais viadutos e estradas não serão capazes de solucionar os problemas de trânsito. A necessidade de mudança de enfoque é por esse motivo, urgente.

    Mesmo enfático em relação aos problemas, John Burke apontou como solução a necessidade da indústria se unir aos governos e a sociedade civil. Em muitos países já se concluiu que a bicicleta é uma excelente solução urbana e, por conseqüência, planetária. O executivo da Trek fez seu mea culpa dizendo que no passado negou dinheiro a iniciativas de promoção a uso da bicicleta. Hoje, essa atitude tem de ser diferente.

    Uma citação mostrada durante a palestra exemplifica a importância da bicicleta. Quem disse foi o prefeito de Londres, Ken Livingstone:

    Pedalar é a maneira mais rápida, barata, saudável e ecologicamente amigável de se deslocar em Londres. Por esse motivo, estamos investindo quase £20 milhões (R$ 80 milhões), em melhorias na infra-estrutura cicloviária na capital. O número de ciclistas em nossas ruas dobrou desde 2000 e já excedemos nossa meta 5 anos antes do previsto.

    Em sua conclusão, Burke afirma que:

    A indústria precisa compreender que a forma numero um, a melhor e mais rápida, de expandir o mercado de bicicletas é através da criação de um mundo amigo da bicicleta.

  • Mais informações:
  • > Spend more on bicycle advocacy, urges Trek boss

    > O vídeo com a palestra editada.
    http://www.youtube.com/watch?v=OfRiFylmiS0

    >Reprodução da apresentação
    http://www.youtube.com/watch?v=kfGTppMYSYo

    5abr/074

    Cicloturismo – Passo a Passo



    Bicicleta junto ao mar.

    Foto de Rodrigo Primo.

    Viajar de bicicleta dá um novo significado ao ato de pedalar. Pegar a estrada sobre duas rodas e pedais exemplifica de maneira definitiva que não importa o destino, mas sim a jornada.

    Só ou em grupo. Por dias, meses ou anos. O importante é vivenciar o caminho. Sentir-se parte do trajeto e não simplesmente cumprir uma distância.

    Como em todas as atividades envolvendo a bicicleta, existe uma infinidade de maneiras de alcançar o mesmo objetivo. Um passeio de um dia até uma cidade próxima já é cicloturismo, assim como viajar o mundo durante anos.

    Para quem nunca viajou pedalando, a Escola de Bicicleta traz dicas fundamentais.

    Não é necessário ser um ciclista experiente para fazer cicloturismo. Qualquer um pode fazê-lo. Basta ir com calma, respeitar os próprios limites, beber água e alimentar-se na hora certa e assim vencer pouco a pouco a distância.

    No cicloturismo há sempre uma sensação de aventura, retorno à infância, mistura de liberdade e molecagem sadia. É um escapar da mesmice. Bicicletas são simples e revelam que a vida pode ser muito simples. (...)

    Para quem deseja fugir de tudo e encarar um roteiro pronto, o Clube de Cicloturismo criou "o primeiro circuito projetado de cicloturismo no Brasil". São 300 quilômetros a serem cumpridos em 7 dias pela região do Vale Europeu, no interior de Santa Catarina. Um belo vídeo promocional ilustra um pouco das paisagens e emoções dessa viagem.

    Aos que forem estar na capital paulista no dia 14 de abril (próximo sábado), haverá uma reunião gratuita do Clube de Cicloturismo, para conversar entre outras coisas, sobre o Circuito do Vale Europeu.

  • Mais Informações:
  • > Escola de Bicicleta:
    O Cicloturismo. Recomendações Gerais. Preparativos Iniciais.

    > Clube de Cicloturismo
    Circuito do Vale Europeu. Reunião no Sesc Ipiranga.

    4abr/071

    Bicicleta como Bagagem

    Foto: Cezar Barbosa

    O feriado de Páscoa se aproxima, como no Brasil os deslocamentos intermunicipais são majoritariamente feitos por ônibus, algumas dicas úteis para quem quer embarcar com a magrela na bagagem.

    O decreto 2.521 de 1998 informa no artigo 29 os direitos e deveres dos passageiros de ônibus. Já o artigo 70 trata do valor a ser cobrado quando a bagagem exceder a franquia (usualmente denominada pelos despachantes de excesso de bagagem).

    Parágrafo único. Excedida a franquia fixada nos incisos I e II deste artigo, o passageiro pagará até meio por cento do preço da passagem correspondente ao serviço convencional pelo transporte de cada quilograma de excesso.

    Vale também consultar os "Direitos e deveres dos Passageiros pela ANTT" que repete o que diz o decreto acima.

    Quando consultada a companhia em geral não há qualquer objeção para transportar as magrelas. Apenas recomendam que a bicicleta seja embalada para prevenir danos a ela e as outras bagagens. Na "linha de frente" é o despachante que pode criar problemas. Portanto diplomacia e pleno conhecimento dos seus direitos são as duas premissas básicas.

    Mala bike Ararauna

    Uma solução que sempre resolve problemas e poupa aborrecimentos é um "mala bike". Bicicletas dobráveis são uma outra opção.

    Para quem não tem nenhuma das possibilidades, na aquisição da passagem leve as normas da ANTT acima impressas. Caso necessário, entre em contato com o supervisor da empresa no ato da compra. Faça o mesmo se o despachante criar problemas durante o embarque. É direito do passageiro embarcar suas bagagens gratuitamente obedecendo os limites impostos.

  • Mais Informações:
  • > DECRETO Nº 2.521, DE 20 DE MARÇO DE 1998
    >Manifesto Bicicleta no Bagageiro do Ônibus do Clube de Cicloturismo.

    Agradecimentos a Juan Ramos da lista Cicloturismo Brasil.

    3abr/070

    Exemplo Mexicano

    Mexico DF

    Foto: Carlos Ramos Mamahua - La Jornada

    Uma excelente iniciativa da administração local na cidade do México é de grande valia para demonstrar um passo fundamental para a construção de cidades mais humanas.

    Publicado neste 2 de abril no jornal mexicano "La Jornada" (1):

    "Desde hoje, a primeira segunda-feira de cada mês, por ordem do chefe de governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard Casaubon, todos os funcionários de primeiro escalão da administração local, sem exceção, deverão transportar-se em bicicleta aos seus escritórios, com o objetivo de estimular entre a população, o uso deste meio de transporte."

    Os funcionários municipais contaram com a ajuda de organizações da sociedade civil envolvidas na promoção ao uso da bicicleta na capital mexicana. Além disso, como foi noticiado ontem na versão online do mesmo jornal (2), outros funcionários também foram ao trabalho de bicicleta ou utilizando transporte público.

    Essa experiência pioneira certamente deveria ser copiada por governos ao redor do mundo, principalmente em países sem tradição no uso da bicicleta como meio de transporte entre todas as classes sociais.

    Os países latino americanos em geral sofrem ainda com o preconceito em relação ao uso das bicis, já que as parcelas mais ricas da população dispõe dos incentivos e dos meios de utilizar o automóvel nos seus deslocamentos particulares.

    Prioridade para as bicicletas e um sistema de transporte público de qualidade são cada dia mais necessidades para atender de maneira mais justa a todos os cidadãos.



    Bicicleta no Túnel

    Foto de Luis Montemayor.

    Um política séria de incentivo ao uso da bicicleta nas cidades tem de partir também daqueles responsáveis pela administração municipal. Que seja apenas o começo e que cada dia mais pessoas em todos os escalões, possam utilizar e percorrer as cidades da melhor maneira possível.

  • Mais informações:
  • > México estimula cidadãos da capital a irem de bicicleta para o trabalho
    > Bicitekas
    > ITPD

    (1) Comienza la transportación en bicicleta de funcionarios del GDF
    (2) Otros funcionarios también utilizaron el velocípedo
    > Cumplen funcionarios capitalinos con su primer traslado obligatorio en bici

    2abr/070

    Cidades para Ciclistas



    Ciclistas chineses em Tianjim

    Foto de Matthew J. Stinson.


    Deslocar-se de bicicleta é uma atividade ainda desconhecida por muitos urbanistas e planejadores urbanos em geral. Um artigo bastante interessante aborda um tema difícil: "Por que ciclistas odeiam sinal fechado?"

    A conclusão explicita claramente uma contradição hoje existente em nossas cidades. A necessidade de incentivos ao uso da bicicleta e a falta de um planejamento que atenda as necessidades dos ciclistas.

    Motoristas se dizem confusos com a presença de bicicletas nas ruas, alguns desejam até que veículos de duas rodas simplesmente desapareçam. Os carros são a principal preocupação dos ciclistas em relação a sua segurança. Os técnicos de trânsito têm de descobrir maneiras de coexistência pacífica entre bicicletas e automóveis.

    Um bom começo, é levar as preocupações dos ciclistas a sério. Quem pedala não será bem servido por um sistema viário desenhado para motorizados. A redução do número de paradas obrigatórias em rotas ciclísticas faria com que os deslocamentos por bicicleta se tornassem mais atraentes tanto para os atuais usuários, como os em potencial. Permitir que os ciclistas tratem sinais de parada obrigatória como sinais de "dê a preferência" poderia resolver o problema de uma maneira diferente.

    Talvez as cidades devessem comprar bicicletas para os seus engenheiros de trânsito e exigir que eles as usassem frequentemente para ir ao trabalho. Não há maneira para que eles aprendam o que é pedalar no trânsito do que experimentando os riscos e alegrias de faze-lo.



    Semáforo para bicicletas em Berlim.

    Foto de crossey.

    Contando com a força das próprias pernas, ciclistas têm necessidades especiais para bons deslocamentos. Uma delas, como também aborda o artigo, é manter uma velocidade constante, que implica num bom ritmo de batimentos cardíacos que acarreta na diminuição do esforço para cumprir distâncias.

  • Mais Informações:
  • > Why Bicyclists Hate Stop Signs
    Joel Fajans & Melanie Curry