Ruas e seus Usos
Domingo em Ipanema - Dia
A cidade do Rio de Janeiro aos domingos e feriados conta com uma iniciativa que promove o bom uso do espaço público. Ao redor da cidade, durante 12 horas diversas ruas e avenidas são fechadas para o trânsito motorizado.
Na mais famosa dessas áreas, ao longo da orla da Zona Sul, milhares de pessoas caminham nas pistas de asfalto. Moradores de diversos bairros aproveitam seus dias de folga gratuitamente dessa maneira. São atraídos pelo espaço livre, pela concentração de pessoas e pela brisa do mar. Outras ruas cariocas contam com a iniciativa, mas certamente as junto ao mar são as mais populares.
A qualidade dos espaços públicos de uma cidade são um fator preponderante na valorização dos imóveis no entorno. A vista para o mar vale muito, mas não se pode desprezar a importância para toda a cidade que haja uma grande diversidade de áreas de lazer livres e onde possam sempre haver uma grande riqueza de interações humanas.
Pouco antes das 18 horas, há a troca entre os dois usos distintos da Avenida Vieira Souto em Ipanema, um dos metros quadrados mais caros da cidade. Todos os domingos e feriados, sempre no mesmo horário o trânsito é aberto aos motorizados pela Guarda Municipal. Os veículos se acumulam a espera do espaço de circulação. Após a passagem dos carros, resta o vazio.
Domingo em Ipanema - Após as 18 horas.
Fotos Zé Lobo
Mais bicicletas para a Cidade luz
No dia 15 de julho, dia posterior ao feriado nacional da Queda da Bastilha, os franceses, mais especificamente, os parisienses, terão mais um motivo para comemorar. Nesta data será lançado um grande programa de aluguel de bicicletas, que pretende instalar estações eletrônicas de retirada e devolução a cada 250 metros por toda a cidade e chegar em 2008 com mais de 20.000 bicicletas disponíveis para a população.
Foto de usuário das bicicletas de aluguel, disponíveis desde 2005 em Lyon, França.
Créditos: John Ward Anderson - The Washington Post
Segundo declaração de autoridade da prefeitura de Paris, o objetivo do programa: "não é só modificar o equilíbrio entre os meios de transporte e diminuir a poluição do ar, mas também modificar a imagem da cidade, ter uma cidade onde os seres humanos ocupam um maior espaço."
Em tempos de consolidação da União Européia e da globalização, nos quais milhares de trabalhadores têm grande mobilidade quanto ao local onde querem trabalhar e viver, as cidades começam a competir entre si, preocupando-se em investir na qualidade de seu espaço urbano, melhorando a qualidade de vida de seus habitantes, para atrair mais trabalhadores e mais capital e promover um maior desenvolvimento econômico e social.
Bom para Paris, bom para os parisienses e para os mais de 22 milhões de turistas que a cidade recebe a cada ano, que poderão descobrir os encantos da "cidade luz" com a agilidade e eficiência que só as magrelas podem proporcionar. Paris a velo, c'est formidable!
Os termos da parceria entre a Prefeitura de Paris e a empresa prestadora dos serviços, a Cyclocity, subsidiária da empresa de propaganda JCDecaux é também muito interessante. Serão 10 anos de concessão, com investimento inicial de 85 milhões de euros. Toda receita das operações serão pagas à Prefeitura, que também receberá da empresa a taxa anual de funcionamento no valor de 3,2 milhões de euros.
A contrapartida para a empresa será a exploração dos mais de 1.600 outdoors pertencentes à prefeitura pelos mesmos 10 anos. Mesmo assim, quase metade deste espaço deverá ser disponibilizado à prefeitura sem custos para campanhas de interesse público. Infelizmente o bom exemplo parisiense não chegou à São Paulo, onde ao que tudo indica, a prefeitura começa a instalar por si própria mobiliários urbanos, que serão provavelmente explorados pela mesma multinacional francesa, informa o Apocalipse Motorizado.
Bicicletas em Paris no Washigton Post (em inglês).
via blog Vou de Bicicleta
Pedaladas Pacíficas

Bicicleta, carro, folhas e grama.
Foto de eeloy.
Deslocar-se no trânsito em meio aos veículos motorizados pode acabar gerando conflitos. Fechadas em geral são o mais comum. No entanto o ciclista deve sempre evitar produzir uma escalada de eventos e promover a "Fúria Automobilística".
Engarrafamentos são fonte de grande tensão e ansiedade para os motoristas. Imune as retenções, cabe ao ciclista no mínimo ser solidário ao sofrimento alheio. Até porque tendo uma máquina poderosa, os motoristas podem eventualmente optar por oprimir a frágil bicicleta.

Uma fechada.
Foto de richardmasoner.
Para contornar essa situação, o ideal é que após algum episódio desagradável envolvendo um motorista protestar de maneira comedida e incisiva. O nível de tensão e desatenção dos motoristas impede que ouçam mais que uma frase.
Um roteiro geral pode contar com as seguintes palavras:
"O senhor (ou senhora) reparou a distância e velocidade que passou de mim? Respeite o código de trânsito, você colocou a minha vida em risco pra ficar parado no sinal 10 metros depois".
A simpatia, um sorriso ajudam muito mais do que envolver-se em um bate-boca. A tendência em situações de tensão é que as coisas piorem exponencialmente. A melhor coisa é o bom humor. Quando não der, é respirar fundo, respirar fundo de novo e com a maior calma do mundo mandar uma única frase que esteja no CTB e ir embora. Esse motorista ao ver o ciclista sumir em meio ao enfarrafamento terá bastante tempo para pensar. Prevalecendo a lógica de deslocamentos cotidianos, as velocidades médias serão no mínimo equivalentes e poderão haver novos encontros que irão reforçar a mensagem fundamental. Um ciclista no trânsito é capaz de, sem se esbaforir, manter uma média de velocidade maior do que a do trânsito motorizado.
Pedalar é também espremer limões e fazer limonadas, todos os dias.
"Três quartos das misérias e mal-entendidos do mundo desaparecerão se nos colocarmos no lugar de nossos adversários e entendermos o ponto de vista deles."
CTB de Bolso.
Resolução de Conflitos.
Fúria Automobilística.
Velha Mobilidade
A humanidade está sempre caminhando rumo ao que se convencionou chamar de progresso, no entanto, um dos princípios básicos dessa jornada são as tentativas e erros. Muitas vezes algo que se mostra como uma solução, acaba sendo um equívoco depois.
O transporte urbano no começo do século XX era em grande parte, tracionado por cavalos. Uma série de problemas eram gerados em virtude dessa falta de diversidade na mobilidade das cidades. Por ruas mais limpas, surgiu o automóvel que não gerava fezes e não produzia o mal cheiro, como os cavalos.
Avenida Rio Branco, Anos 50 - Foto "O Cruzeiro"
Via André Decourt.
Aproximadamente 50 anos foram necessários para que a supremacia do automóvel se tornasse um problema. Os efeitos malévolos de um planejamento urbano equivocado, produziram o que hoje se define como "Velha Mobilidade". A expressão pode ser traduzida por ficar parado no engarrafamento, ou em um ponto de ônibus em dia de chuva, enquanto investimentos pesados continuam a ser feitos em infra-estrutura viária que privilegiam a mobilidade individual motorizada.

Avenida Rio Branco
Foto de alex robinson.
O século XXI já tem sido marcado pela intensificação de um processo ainda recente, mas que balizará o futuro dos transportes. São dois conceitos: Transporte Sustentável e Agenda da Nova Mobilidade. O primeiro visa moldar as políticas ambientais e de meio ambiente. O segundo conceito visa trabalhar a oferta de idéias sustentáveis que possam ser aplicadas. Cidades mais humanas serão construídas através de uma visão sistêmica, diversidade, participação de todos e amplo alcance. Tudo somado a uma vasta rede de parcerias, interações e colaboração sinergética.
Os ambientes naturais são ricos em diversidade para garantir a sua sobrevivência. Certamente a jornada evolutiva humana irá seguir os mesmos moldes. Na ótica urbana, isso quer dizer que deveremos cada vez mais ter ambientes ricos e diversos com inúmeras possibilidades habitacionais e de deslocamento para a população.
A Velha Mobilidade em Vídeo:
- Vídeos sobre Velha Mobilidade.
- Agenda da Nova Mobilidade no wiki
- Definição da Velha Mobilidade.
Problemas Cicloviários
Ciclovia de Botafogo - Foto Zé Lobo
Uma reportagem televisiva apontou irregularidades em ciclovias cariocas. Foram apresentados os conflitos no espaço destinado aos ciclistas, protagonizados por pedestres e ambulantes. O outro problema, foi em relação a ciclovia de Botafogo que tem erros graves no seu traçado. Postes, orelhões e até mesmo um relógio de rua impedem a circulação.
Vale a lembrança que não ficou clara na reportagem. O respeito aos pedestres é fundamental e reduzir a velocidade ao ultrapassá-los é uma questão de civilidade. Corredores em especial merecem mais respeito, já que também têm direito ao uso da ciclovia. Aos que se incomodarem com os pedestres, vale informá-los cordialmente que circulando na pista destinada as bicicletas estão não só desrespeitando a conduta estabelecida, como também expondo a si e aos outros a riscos desnecessários.
Um bom planejamento cicloviário deve ser construído para minimizar situações de conflito. No caso de Botafogo, ocorre infelizmente o contrário. Com o estacionamento irregular, os ciclistas são forçados ou a oprimerem os pedestres na calçada, ou a se sentirem oprimidos pelos motoristas. Tudo isso em uma rua que conta, teoricamente, com espaço exclusivo para as bicicletas.
Audax 200 km Niterói – Saquarema – Niterói
Percorrer 200 km de bicicleta dentro do tempo de 13 horas e 30 minutos, equivalente à velocidade média de 15 km/h, pode não parecer uma atividade saudável, agradável ou mesmo útil, visto que a chegada é no mesmo local da largada. Mas o gosto pela mobilidade por bicicleta pode transformar uma prova de Audax, um tipo maratona não competitiva promovida em todo o planeta, num dia único, para os que souberem aproveitá-lo.
Foto: Gustavo
Quando um grupo de amigos percorreu um trecho do trajeto da prova algumas semanas antes, puderam perceber quão dura poderia ser a viagem e também que o companheirismo ajudaria a amolecer as dificuldades. Que pedalar em grupo é ótimo ninguém nega, mas que tal percorrer 170 dos 200 km do tal Audax num grupo de 4 amigos, que juntos enfrentaram o dia mais quente do ano no Rio de Janeiro, paralelepípedo, terra, vento contra e até uma estrada movimentada à noite?
Foto: Bruno
Na manhã do dia 10 de março deste ano 37 ciclistas de quatro estados alinharam pra largada do Audax 200 km Niterói – Saquarema – Niterói e treze horas e meia depois, 34 haviam completado o percurso. Qualquer veículo a propulsão humana pode participar de uma prova de Audax e isto inclui, patins, skates e patinetes, mas a bicicleta é unanimidade visto que é mais eficiente para este tipo de desafio.
Após uma manhã inteira de pedaladas administrando o calor, a poeira, os buracos, a preocupação com o trajeto, a localização e horário dos Postos de Controle e a ansiedade pela metade final da prova, chegamos a Saquarema para o almoço. Quase todos almoçaram no mesmo lugar e parecia mesmo um grande passeio entre amigos. Só parecia, pois depois do almoço as mesmas dificuldades da ida estavam bem piores na volta. Só as belas paisagens ainda eram as mesmas.
Foto: Bruno
Foi aí que os 4 amigos puderam vivenciar um Audax diferente de quem pedalava sozinho, pois a esta altura já estavam num ritmo semelhante e decididos a ir juntos até o fim. A bicicleta aproxima as pessoas e deve ser por isso que tantos amigos ou conhecidos decidem enfrentar a estrada juntos. Pedalar em grupo é ótimo e ninguém nega, mas percorrer 170 dos 200 km do Audax num grupo de 4 amigos enfrentando asfalto, terra, paralelepípedo, vento contra, o dia mais quente do ano e chegar à noite, em último, cruzando a linha de chegada lado a lado é inesquecível.
Tranque sua Bicicleta
Uma excelente tranca que não protegeu a bicicleta à contento. Foto de Lasagna Boy
Uma bicicleta bem trancada é garantia de uma visita tranqüila. No entanto, não basta investir numa boa tranca. É preciso antes de mais nada escolher bem onde e como trancar o veículo.
Sempre tenha a certeza de que o quadro está preso a um objeto firme e que não haja como tirar a bicicleta sem abrir a tranca. Isso pode parecer um conselho bobo, mas um poste baixo ou uma grade solta podem ser perfeitos para um gatuno levar a bicicleta sem esforço. Além disso, jamais prenda a magrela em uma árvore. Em nome da saúde de ambas e em caso de um tronco fino, ainda há a possibilidade de um prejuízo ecológico e financeiro.
Com os chamados "quick-releases" (as peças que prendem rodas e canotes de selim) trocar pneus ficou bem mais fácil. Mas isso também facilitou a vida de oportunistas que levam poucos segundos para roubarem uma roda ou um selim e seu canote. Portanto sempre prenda também esses dois componentes fundamentais com um cabo de aço.
Levar consigo partes da bicicleta é sempre uma solução. Foto Zé Lobo
Segundo a American Association of Pedestrians & Bicycle Professionals o valor da tranca deve ser igual a no mínimo 20% do valor da bicicleta. Vale como um seguro que você só paga uma vez e usa todas as vezes que prende a bicicleta. O ideal para ter a garantia de a bici irá estar no mesmo lugar na volta, é usar duas trancas de tipos diferentes. Assim serão duas técnicas a serem usadas pelo eventual gatuno que certamente irá atrás de uma oportunidade mais fácil. Os dois tipos são: um cabo e uma tranca em forma de "U".
Uma bicicleta "de rua" é sempre indicada para maior tranquilidade do ciclistas. Foto Snurri.
Não custa lembrar que nem mesmo as melhores trancas, podem impedir de levarem sua bici (ou parte dela) se elas não forem bem usadas.
Um exemplo audiovisual avalia quão bem trancadas estão as bicicletas nas ruas de Nova Iorque. Vale como uma preciosa dica, mesmo para quem não fala inglês. Produzido pela "bikeTV"
Outro vídeo mostra as diferentes técnicas de se abrir diferentes trancas. Vale assistir e conhecer in loco a experiência de um ciclistas
Bicicleta e Ecologia
Mobilidade Antiga - Foto More Atitude
O Aquecimento Global e novas formas de energia têm sido temas recorrentes na agenda mundial. No entanto o problema ambiental que tanto se noticia precisa ser encarado de uma maneira menos pontual. Não haverá solução mágica sem que se pense no conjunto de situações que nos trouxeram ao atual estágio. O que não significa que devamos retroceder à idade da pedra.
Uma nova mobilidade - Foto Owen B.
Usar a bicicleta e estimular outros a faze-lo no atual contexto não é simplesmente ser "ecologicamente correto", trata-se de uma inserção numa nova necessidade da espécie humana. Cada vez mais nos tornamos dependentes de recursos naturais distantes para nossa própria sobrevivência, quanto melhor soubermos usar o que já temos à disposição, mais equilibrada será a sobrevivência do "bicho homem".
Não temos outra opção que não seguir à frente. Tanto a bicicleta, quanto a vida não tem marcha a ré. Além disso, o que nos mantém vivos é a mesma força que mantém de pé a bicicleta, o constante movimento.
Integração Interestadual
A missão: levar a bicicleta BTT que estava quebrando um galho no Rio de volta para São Paulo.
Foto: Laura
O que a princípio poderia ser uma tarefa bem simples, trouxe uma sombra de dúvida: como chegar até a rodoviária Novo Rio pedalando, uma vez que não cabe em táxi (caber, até cabe, mas dá um trabalhão) e o metrô do Rio, infelizmente, só aceita bicicletas aos domingos e feriados? E chegando lá, me deixariam embarcar com a bicicleta no ônibus para Sampa?
Após algumas dicas pelo telefone, dei uma olhada no Bikely para ter uma noção de onde passava o caminho. Pus a mochila nas costas e segui pela ciclovia da Lagoa, curtindo a paisagem. Porém, do Humaitá pra frente, era terreno ciclístico desconhecido. Ainda sem costume com o comportamento do trânsito carioca, fui com cautela. Redescobrindo parte da paisagem da cidade em cima de meu selim, passei ainda por Botafogo, Laranjeiras, Catete, Glória, Lapa, Centro até chegar na enorme Avenida Presidente Vargas, único trecho de pedal não tão prazeroso, dado o grande movimento.
Percurso Leblon - Rodoviária Novo Rio no Bikely.com
Cheguei numa boa na rodoviária depois de 50 minutos de pedal. Empurrei a bici pelo saguão em direção ao guichês destino São Paulo e o vendedor de passagens gritava e gesticulava do guichê: "Primeiro ônibus pra São Paulo, saindo agora. Preço promocional!". Encostei com a bicicleta e perguntei se havia algum problema para embarcar. Disse que não. Para meu espanto, embarquei a bicicleta tranquilamente, apesar dos relatos de muitos cicloturistas que tiveram problemas no embarque das magrelas em ônibus.
Por esse motivo, o Clube de Cicloturismo do Brasil está coletando assinaturas para a definitiva regulamentação do transporte das magrelas em ônibus intermunicipais. Coloquei minha companheira de pé dentro do bagageiro, presa por um extensor de borracha.
Seis horas, um filme e alguns cochilos depois, desembarquei com a bici na rodoviária do Tietê às 22 horas. Novamente a única opção para chegar em casa na Avenida Paulista era pedalar. Nunca tinha pedalado por aquela região, mas decidi cruzar a Marginal Tietê e farejar o melhor caminho. Para meu espanto, foi praticamente uma linha reta só, cruzando a Móoca e o Centro para chegar na Paulista apenas 20 minutos depois.
Percurso Rodoviária Tietê - Av. Paulista no Bikely.com
Cheguei em casa com a grata sensação de satisfação pela missão cumprida com louvor e o prazer de pedalar.
Seminário em Santos
A bicicleta na mobilidade urbana será o tema de um seminário em Santos. A Transporte Ativo irá participar das mesas do Terceiro Setor com a apresentação: "Mobilizando para o uso da bicicleta".
Sob coordenação da Comissão de Bicicletas da ANTP, será realizado nos dias 19 e 20 de abril de 2007, em Santos, o seminário nacional "A Bicicleta e a Mobilidade Urbana no Brasil". No evento, será lançado mais um volume da série Cadernos Técnicos – ANTP/BNDES, com o título "Bicicletas nas Cidades Brasileiras".
As cinco sessões de debate focalizarão os temas: Uso da bicicleta no Brasil – situação atual e perspectivas; Segurança para a circulação de bicicletas; Infra-estrutura para bicicletas; Bicicleta e qualidade de vida e Bicicleta e o Terceiro Setor. O programa inclui ainda visitas técnicas aos sistemas cicloviários de Santos e de Praia Grande.




